Preta Gil foi um grande ícone do Carnaval e manifestou a vontade de que seu corpo seja levado em cima do trio elétrico em um cortejo. A família confirma que esta foi uma das últimas vontades da estrela, mas engana-se quem pensa que foi uma ideia recente. Prova disso é uma entrevista da artista ao canal “Põe na Roda”, no YouTube, em maio de 2015.
Na ocasião, Preta foi questionada sobre qual música tocaria em seu funeral. Ela respondeu: “O meu funeral, eu já falei: quero que seja uma micareta real. Se Ivete [Sangalo] for depois de mim, bota ela mesmo velha, gagá, em cima do trio”.
O vídeo se tornou viral no X, antigo Twitter, após a morte de Preta no último domingo (20), com um apelo à baiana: “Ivete, você tem uma missão”.
De acordo com nota divulgada por Flora Gil na tarde desta terça-feira (22), ainda não há previsão para repatriação do corpo de Preta ao Brasil. Segundo informações do “RJTV”, a expectativa era que isso acontecesse nesta quarta-feira (23), mas a possibilidade parece fora de cogitação.
A família já confirmou que o velório vai acontecer no Rio de Janeiro e será aberto ao público. As despedidas serão no Theatro Municipal, outro dos últimos desejos de Preta.
Preta foi diagnosticada com um câncer colorretal em janeiro de 2023 e passou por quimioterapia nos meses seguintes. No mesmo ano, o tratamento precisou ser interrompido após um choque séptico, que quase a levou a óbito.
A primeira cirurgia aconteceu em agosto de 2023, para a retirada do tumor no intestino. Em meio à recuperação, Preta usou provisoriamente uma bolsa de ileostomia e posava orgulhosa com o objeto nas redes sociais. Ela dizia que não tinha vergonha, pois aquilo a ajudava rumo à cura do câncer.
Após a cirurgia, o câncer de Preta entrou em remissão e a cantora voltou à sua rotina de trabalho dentro da normalidade possível. Fez shows, curtiu o Carnaval de Salvador, lançou um livro, comandou o programa “TVZ”, no Multishow. Até que, em agosto de 2024, ela anunciou a volta da doença já em metástase em quatro pontos: dois linfonodos, um nódulo no ureter e no peritônio.
Preta passou por uma cirurgia de 21 horas em dezembro do ano passado, onde retirou os tumores e parte do intestino grosso. Com isso, ela adotou uma bolsa de colostomia definitiva.
Em maio, Preta embarcou para os Estados Unidos. Ela revelou que as possibilidades de cura já haviam se esgotado no Brasil e, por isso, buscaria tratamentos experimentais lá fora. “Tem muita coisa pra fazer aqui nessa vida, então, eu me recuso a aceitar que se findou pra mim agora. Acho que ainda tenho aí uma caminhada.”